NONA REDONDILHA

 

 

POEMA EM LIBERDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escolha um número aleatório entre 948 e 1136 inclusive.

 

Descubra o poema correspondente como uma mensagem particular para o seu dia de hoje.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 948 - Poema em liberdade

 

Poema em liberdade

Com métrica e rima

Trepa vida acima

Rumo à eternidade.

 

 

949 - Partido

                                                       

Há uma falta de sentido

Dos partidos no atoleiro:

-Eu nunca tenho partido,

Bem melhor é ser inteiro!

 

Nem aceito a identidade

Duma igreja ou confissão:

- É sempre uma falsidade,

Jamais é meu coração.

 

Um bando, uma capelinha

São ainda o tribalismo

Numa cidade sozinha...

- Que é do amor com que me crismo?

 

 

950 - Presunção

 

Incha de vento, é um balão

Que comigo se intromete.

Quem me dera um alfinete

Que espetasse a presunção!

 

O meu espaço acomete,

Tira-me a respiração,

Voa sem tirar brevete

E afinal só rasa o chão.

 

Acorrenta-me à prisão

Em que o desprezo me mete,

Bate-me sem ter cacete

Co'o rosnar do coração.

 

Incha o peito e a tapete

Me reduz com gesto vão.

Quem me dera um alfinete

Que espetasse a presunção!

 

 

951 - País

 

Se a juventude é o que ris

Correndo mundos e arcanos

Sempre em busca de quanto há,

Será a velhice um país

Que então nós só visitamos

Ao termos de viver lá.

 

 

952 - Ortodoxo

 

Ser um jovem e ortodoxo

É morrer da vida à beira

E tão grande é o paradoxo

Que quem lavra nesta leira

Vai viver, heterodoxo,

Meia idade a vida inteira.

 

 

953 - Luz

 

Porque dás quando não tens,

Aos ombros ergues, profundo,

O bem de teus parcos bens:

- Tu és uma luz do mundo!

 

E quando morres ao dar

A vida para outrem ser,

Não morres, 'stás a mudar,

És a luz a acontecer.

 

Quando sobre ti carregas

Quanta dor sofre no mundo

É que as entranhas me pegas

E é de ti que me fecundo.

 

 

954 - Preocupação

 

Qualquer preocupação

Que não venha a redundar

Na angústia duma oração

É tão parca em seu penar

Que nem merece atenção.

 

 

955 - Democracia

 

Viver em democracia

É cumprir à risca a regra:

Quem governa é a maioria

Que a minoria posterga.

 

Se a minoria não ganha,

Sempre, porém, se preserva

E, ao manter-se de reserva,

Ganha uma força tamanha

 

Que acaso até logrará,

Em futuro eleitoral,

Sonhar um outro real,

Devir lei do que não há.

 

 

956 - Disciplina

 

Não eduque com brandura

Quando for em disciplina,

Que a criança, mesmo pura,

Ansiosa desatina

 

Quando as regras não existem.

Fazendo só disparates,

A razão de tais dislates

É que as dúvidas persistem:

 

Ignora como pôr fim

À constante hesitação

Que hesita entre o não e o sim

- E assim a endoida a tensão!

 

 

957 - Recato

 

Regato, esperto regato,

Vai-lhe cantar minhas mágoas

À menina de recato

Que se mira em tuas águas.

                                                                                                       

Canta-as todas porque todas

São mágoas e são meninas.

Corre esperto até às bodas

Das belezas peregrinas.

 

Corre sempre que, a correr,

Corres como tudo o mais:

O mais dói de o não saber,

Mas tu sabes que te esvais.

 

 

958 - Alma

 

Cuidei que eras minha vida,

Mas és minha alma, mulher.

Na morte a vida é perdida,

A alma não pode morrer.

 

É um sabor de eternidade

Que tua vida me traz:

Outros jazem sem idade;

Vivo é que eu repouso em paz!

 

 

959 - Corpos

 

Dentro de si cada qual

Um mundo inteiro ignorado

Arrasta em silêncio tal

Que ao corpo nos talha o fado.

 

Que solidão cada um

Retraça em velhos arcanos!

Não há solidão comum

À destes corpos humanos:

 

São máquinas isoladas

Cheias de cantos secretos.

Encantos feitos de nadas,

Corpos somos e sem tectos!

 

 

960 - Vidas

 

A vida tem duas vidas.

A vida de cativeiro

Co'as alegrias despidas,

E a do sabor verdadeiro,

Vida com fogo e calor:

- Onde nasce e cresce amor!

                       

 

961 - Árvores

 

Como as árvores nós somos:

Se as ramas olham o céu,

Na raiz a força pomos

Onde tudo estremeceu,

Invisível, sob o véu

Da terra de que dispomos.

                       

 

962 - Medos

 

Os dentes do lobo não

Deixam fugir os cordeiros:

Jamais se remediarão

Os medos de quantos são

Da fraqueza prisioneiros.

 

 

963 - Sofrimento

 

Há espécies no sofrimento,

Mistérios em seu recesso:

Se o dos pobres eu lamento,

Pior o vejo, confesso,

No coração do progresso.

 

 

964 - Quarto

 

Fechar-me aqui neste quarto,

Ir-me de mim próprio embora...

E o mundo em dores de parto,

Num esforço, a soluçar,

Com tanta gente lá fora

A pedir-me para entrar!

 

 

965 - Prisioneiro

 

Folha ao vento, sou leveiro;

Ardo, lenha, ao fogo posto;

Grito sim a quanto é não:

De mim próprio prisioneiro,

Suporto o castigo imposto

Do diabo à criação.

 

 

966 - Estranhos

                                       

Ai, meu Deus, como é romântico

Perambular entre estranhos,

Comer nacos de pão quântico

Na figueira entre os rebanhos

Dum outro lado do mundo:

- Como isto aqui torna imundo!

 

 

967 - Brinquedo

 

Por que é que um brinquedo velho,

Casca qebrada dum ovo,

Devém mágico aparelho

Muito mais que qualquer novo?

 

Abandonado num canto,

Na terra ganhou raízes.

Secreto, renova o encanto:

- Revive-me horas felizes!

 

 

968 - Árvores

 

Árvores há que são mais verdadeiras

Que as verdadeiras que nos traçam sonhos:

São árvores eternas que abrem leiras

Na cósmica consciência a que te abeiras

Quando te dão a vida em seus medronhos.

 

 

969 - Sábio

 

P'ra dia a dia mais vivo

Teu riso abrir tua cara,

Aproveito o positivo

De quanto se te depara.

 

Não lutes contra as correntes

Nem sejas delas vencido:

Às que são prevalecentes

Enxerta-lhes teu sentido.

 

Sábios não são varapaus,

Dribla o turbilhão e vence-o:

Vem gerar ordem ao caos,

Música, ao mar do silêncio!

 

 

970 - Rota

 

No meio da frustração

A vida não é mais vida.

Como é que se atingirão

Sonhos na rota perdida?

 

Nas obras de arte é preceito

Ver como de mim me livro:

O mundo deve estar feito

Para terminar num livro.

 

E num livro de mentira

É que a verdade acontece:

Que é que do avesso me vira

Sempre a ver-me se eu houvesse?

 

 

971 - Ateus

 

O equívoco dos ateus

Nao é a vida esvaziada

Nem tudo tornar entrudo.

Quem não acredita em Deus

Não é que não creia em nada,

- Acredita então em tudo.

 

 

972 - Esperança

 

Pela esperança é que somos,

Esperar é coisa boa

Quando nela é que nos pomos

Passo a passo a ser pessoa.

 

Quando, todavia, alguém

Não é o que deseja ser,

A esperança nele tem

Travor de quem vai morrer.

 

A fugir de si à frente,

Não é a vida que lhe importa:

A vida, quando ele a invente,

Parte dela já está morta.

 

 

973 - Cosmos

 

Há quem imagine a vida

Toda cheia de remendos,

Canalização rompida

Num cosmos sem dividendos.

 

Doutrem 'spera o que a valida

E a vida enche de vinagre

Quem não toma em mãos a vida...

- E assim jamais há o milagre!

 

 

974 - Dias

 

Fugimos, por inviável,

Ao que os dias nos trarão

Do signo da crueldade.

Quando a vida é insuportável,

Acolhemos a ilusão:

- Então ela é a realidade!

 

 

975 - Idade de oiro

 

A idade de oiro acabou,

A idade de oiro há-de vir...

- Ninguém vê que o que plantou

É que lhe rasga o porvir?

 

A idade de oiro está aqui,

Só espera, para ter voz

Dentro de mim e de ti,

Que eu e tu sejamos Nós!

 

 

976 - Óculos

 

Eu com óculos nasci,

Com óculos vou morrer,

Com as lentes com que aqui

Me deformaram o ser.

 

Ao nascer mas forneceram

Com a grossura e da cor

Que à cultura convieram:

Sabiam tudo de cor!

 

Nesta vida decorada

Nunca, verdadeiramente,

Vivi, pois, a consoada

Que inaugure um mundo em frente.

 

Nem certamente, por isso,

Mudarei a minha sorte:

Sempre a vida que eu cobiço

Passa por mim como a morte!

 

 

977 - Velocidade

 

Velocidade é loucura,

Do suicídio mania

A matar o dia-a-dia

E da acção quanto nos cura.

 

Não é nunca apoteose,

É incongruência de insecto

Cuja emoção em concreto

Dos desastres vem da dose.

 

Quando corro o risco em vão,

No que me atrai é que cismo:

Não é a busca da evasão,

- É que é certo o cataclismo!

 

 

978 - Transporte

 

Uma obra de arte é fundada

Em tudo quanto convida

A mais vida com transporte.

O estranho é que esta latada

Nos dá um vinho cuja vida

Vem do rumo dado à morte.

 

 

979 - Horror

 

Veneração de arte

De arte por amor

Põe o Homem de parte,

Do Homem tem horror.

 

Buscar redenção

De arte assim vivida

Põe, por danação,

Arte em vez de vida.

 

 

980 - Antolhos

 

Para quebrar meus antolhos,

Depurar a visão tosca,

Requeiro da arte os abrolhos:

E a teia se desenrosca,

Vejo o mundo pelos olhos

Pluriformes duma mosca.

 

 

981 - Casa

 

O meu melhor poema é a minha casa.

Construímo-la a pulso em terra rasa,

 

Por dentro lhe inventámos dois meninos,

Decorámo-la a sonhos dos mais finos.

 

É um poem de pedras e de lutas

Rodeado de pinheiros e de frutas.

 

Só lhe lê seu tamanho verdadeiro

Quem cá dentro o suspeita e vê primeiro.

 

 

982 - Programa

 

Na voz que este povo tem,

O que o cotio retém

Deste povo que tem voz,

A raiz de pais a avós

Eu canto: o que todos nós

Ante o amor somos e após.

 

Fizemos mais para além

Quanto ao porvir nos atém.

 

 

983 - Grande

 

Quando alguém é mesmo grande

É um polo de tirania.

Para evitar que em mim mande

Quanta dor me doeria!

 

A grandeza são algemas

Atando o pulso do mundo,

Ao pasto das alfazemas

O conduzindo infecundo.

 

Mas para cada qual ser

Na pequenez do tamanho

Tem de sozinho aprender

Que paga em perca tal ganho.

 

Pois para ganhar-se a si

Não basta seguir alguém:

É de dentro que sorri

Toda a estrela de Belém.

 

Quando a mão deito a meu fundo,

Por muito que o lodo a suje,

Dali rasgo um outro mundo

Onde sempre o porvir ruge.

 

 

984 - Revolução

 

A revolução que hoje lavra

Tem dois rostos e está nua:

Revolução da palavra

E revolução da rua.

 

Está nua porque dentro

Só tem ecos do vazio

Dum sonho em que jamais entro

Preso à morte por um fio.

 

E a alternativa é pior:

Sentado em cima dos dias

P'ra que o passado decore,

Onde irão as fantasias?

 

Vago adiante e preso atrás,

Já perdi meu nome e grei

E assim alguém de mim faz

O que de mim não farei.

 

 

985 - Recta

 

Para a avenida ser recta

Uso a minha roupa velha,

Não visto a camisa preta

Nem a camisa vermelha.

 

Sou inteiro e não partido,

Não me arregimento, enfim.

Para a luta ter sentido

Só me vestirei de mim.

 

 

986 - Verdade

 

A verdade em toda a parte

Mora como mora em tudo.

Procurá-la não faz parte

Do fado com que me iludo.

 

A verdade é como Deus,

Toda a verdade acontece

Em eleitos gineceus

E, sem esforço, aparece.

 

Quando a verdade me afaga

O manto dos céus destraça:

A verdade não se paga,

Toda a verdade é uma graça.

 

 

987 - Grande

 

Verdadeiramente grande

É o que leio e que releio

E que, em quanto me comande,

Quanto mais nele me enleio

Mais em mim faz que eu me mande.

 

 

988 - Nada

 

O tormento dos tormentos

É ver que não valho nada.

Ao menor dos pensamentos

Dou então, em tais momentos,

Uma importância infundada.

 

 

989 - Jogamos

 

Jogamos em toda a idade

Como em criança jogamos.

Jogamos contra a ansiedade,

Ao amor vergamos amos

E rendidos nós brincamos,

Que só brincar é verdade.

 

 

990 - Adiar

 

Muito o mundo se atarefa

Proibindo-se transpor

Tudo quanto o põe enfermo!

- Adiar uma tarefa

Cria um problema maior

Do que levá-la a bom termo.

 

 

991 - Apreço

 

A compensação de fora,

Um elogio bem feito,

Meu Deus, quanto nos demora

O apreço de nosso peito!

 

Porém, em última instância,

Quanta decepção após!

- O que compensa sem ânsia

É acreditarmos em nós!

 

 

992 - Filho

 

Um filho não é um mistério,

São milhares de momentos

E cada gesto refere-o

Do cotio aos elementos.

 

É uma vida lado a lado,

À chuva, ao frio e ao vento.

Por mim ele é alimentado

E dele a mim me alimento.

 

Um do outro coração,

Se o laço morre na estrada,

Ficamos co'a sensação

De ter vivido p'ra nada.

 

 

993 - Fora

 

Quando entrares na oficina

Fica o sol brincando fora

E o rio já nem atina

Com essa tua demora.

 

Tu tens um emprego a sério,

Não és mais um vagabundo,

Sob o nome tens o império

Com que reges, firme, o mundo.

 

Só que eu sou grande e nem hoje

Consigo matar a fome,

Por muito que me despoje

De poeta pobre e sem nome.

 

 

994 - Dividido

 

Seduz intelectuais,

Mobiliza a multidão.

Massas populacionais

À luta comandarão:

 

Revoltas, guerras consomem,

Dividido o mundo em dois,

Um mau hoje e um bom depois,

Tudo para o bem do Homem.

 

No fim, os ideais são falsos,

Caímos todos na armadilha:

Não são motores, são calços,

Dos grilhões soldam a anilha,

 

A liberdade é opressão,

Só de miséria há fartura.

- Definitivo, só o não

Deste século à impostura!

 

 

995 - Rico

 

Um rico gasta menos que o que tem,

Investe o que lhe rtesta por inteiro,

Lucra mais para o sonho que aí vem...

- Ser rico não é ter muito dinheiro!

 

É aprender a viver um pouco abaixo,

Sempre atento ao que resta após ter tudo:

Deste nada é que ateia o grande facho,

- E todo o incêndio vem do troco miúdo!

 

 

996 - Feliz

 

Ninguém pode ser feliz

Se adia a cada momento

Para um eterno amanhã

O momento em que se diz

Com o ser e o pensamento:

- Eu é que crio a manhã!

 

 

997 - Regato

 

A rapariga é um regato:

Corre, esperta, fraga em fraga,

Sem dar conta do recato

Do choupal que o céu lhe afaga.

 

A rapariga é um ribeiro:

Desliza alegre na vida,

Nem vê que aos peixes, primeiro,

Nela as margens dão guarida.

 

 

998 - Todos

 

Um homem jamais subsiste

Sem ser com todos os mais:

Quando o amor num só existe,

Existe, afinal, demais.

 

A morte dum é um pouco

A morte dos outros todos,

De modo que a vida é um louco

Viver de todos os modos.

 

 

999 - Revolta

 

Arte de antanho, de passado envolta,

Se for das formas culto, não terá

Motivos para ter de arte alvará.

Os temas são, porém, raiz à solta

Que do antigo o porvir nos rasgará:

É que arte será sempre uma revolta!

 

 

1000 - Liberta

 

A morte do perverso nos liberta

Mas logo a seguir torna-nos inúteis.

A liberdade livre é apenas certa

Se é vida que as amarras desaperta,

Se se vence em comum as tricas fúteis.

 

 

1001 - Dever

 

Direito, fá-lo o poder,

Não o processa a equidade.

É por isso que o dever,

Muitas vezes, em verdade,

É o dever de subverter.

 

 

1002 - Converso

 

Homem és, trazes-me a vida

Num pedaço do Universo.

Trazes sol, dás-me guarida:

 

- Homem sou de fronte erguida

Porque contigo converso.

 

 

1003 - Olhos

 

Os olhos fechados

Nem todos só dormem,

Alguns jogam dados

Que mais os informem.

                                                       

E os olhos abertos

Todos eles vêem?

- Parecem despertos

Mas sonham e crêem!

 

 

1004 - Cara

 

Ao nascermos, nossa cara

É o sol ao raiar o dia.

Talhada em carne, é uma rara

Escultura em que se ampara,

Anos mais tarde, a magia

Que tem nossa biografia.

 

 

1005 - Filhos

 

Meus filhos não são meus filhos,

São uma prenda dos céus.

Que me importam os sarilhos?

Privilégio são seus brilhos

E que, afinal, sejam meus!

 

 

1006 - Sino

 

O sino da madrugada

Toca as horas, toca o dia,

Galo, toca a matinada,

Forma a vida na parada

- E aqui eu acontecia.

                                                                       

O sino da madrugada

Toca-me aqui bem no fundo:

Toca fora e aqui na entrada

Onde principia a estrada

Que me leva a todo o mundo.

 

 

1007 - Esmaga

 

A marca que imprime

Tirano que meças

Se nele tropeças:

- Aquele regime

                                                                                                                        Esmaga cabeças!

 

 

1008 - Caridade

 

Verdadeira caridade

É a que ajuda toda a gente

A caminhar por seu pé

E assim, orgulhosamente,

Desenvolve a identidade

De cada qual no que ele é.

 

 

1009 - Sobrescritos

 

Os sobrescritos são vivos.

Rondando da guerra à beira

Não são nada inofensivos:

Espionam, são arquivos,

- Matam à sua maneira!

 

 

1010 - Erro